Zé Gotinha na Abertura da Campanha de Vacinação contra a Influenza“Doutor, o Dia D passou… ainda vale a pena vacinar meu filho?”

Sim. E muito.

Mesmo após o Dia D de vacinação contra influenza em Goiânia, a campanha continua acontecendo nas salas de vacinação da cidade. E isso é extremamente importante porque Goiás segue vivendo um período de aumento dos casos de doenças respiratórias em crianças e adultos. Entenda alguns pontos importantes sobre esse vírus.

Influenza não é “só uma gripe”

Muitas pessoas ainda associam influenza apenas a alguns dias de febre e mal-estar. Mas em crianças pequenas, especialmente menores de 2 anos, o vírus pode evoluir de forma importante, necessitando de internação, suporte ventilatório ( oxigenio, ventilação mecânica).

A influenza pode causar:

  • síndrome gripal intensa;
  • desidratação;
  • pneumonia;
  • broncoespasmo ou bronquiolite;
  • agravamento de crises asmáticas;
  • insuficiência respiratória aguda grave.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a influenza segue entre os principais vírus associados aos casos graves de síndrome respiratória aguda no Brasil em 2026. E uma informação importante: muitas crianças internadas por gripe grave não estavam vacinadas.


Quem deve tomar a vacina da gripe?

A vacinação contra influenza é recomendada para crianças a partir dos 6 meses de idade. Mesmo pessoas que não estiverem no grupo prioritário podem se vacinar em clínicas particulares com baixo custo. Mesmo crianças saudáveis podem desenvolver complicações pela influenza.


Aprovada a vacinação de bebês a partir de 6 meses contra a covid-19Qual a diferença entre a vacina da gripe do SUS e da clínica particular?

Essa talvez seja uma das dúvidas mais comuns das mães durante a consulta de rotina.

Vacina do SUS

A vacina disponibilizada pelo SUS é a trivalente, protegendo contra:

  • Influenza A H1N1;
  • Influenza A H3N2;
  • uma cepa de Influenza B.

Vacina da rede privada

Nas clínicas particulares, normalmente está disponível a vacina tetravalente, que protege contra:

  • os mesmos vírus da trivalente;
  • mais uma cepa adicional de Influenza B.

Na prática, a tetravalente oferece uma cobertura mais ampla.

Mas existe algo que sempre reforço para as famílias:

A criança desprotegida corre muito mais risco do que a diferença entre as vacinas.


“A vacina da gripe causa gripe?”

Não.

Esse é um dos maiores mitos da internet.

A vacina contra influenza aplicada no Brasil é feita com vírus inativado. Isso significa que ela não consegue causar gripe. Os sintomas gripais que eventualmente podem surgir após a palicação da vacina podem ser pois nessa época do ano outros vírus estão em circulação e, portanto, causam sintomas semelhantes.

Algumas crianças podem apresentar:

  • dor no local;
  • febre baixa;
  • irritabilidade leve.

Essas reações geralmente duram pouco tempo e mostram que o sistema imunológico está respondendo à vacina.


“Meu filho tomou vacina ano passado. Precisa repetir?”

Precisa.

O vírus influenza sofre mutações frequentes ao longo dos anos. Por isso, a vacina é atualizada anualmente para acompanhar as variantes que mais circulam no mundo. (gov.br)

Ou seja: vacina da gripe é proteção anual.


Criança vacinada ainda pode pegar gripe?

Pode.

Nenhuma vacina oferece proteção absoluta contra infecção.

Mas a vacinação reduz muito:

  • o risco de formas graves;
  • internações;
  • necessidade de oxigênio;
  • complicações pulmonares;
  • mortes por influenza.

E isso faz toda diferença.


Ainda dá tempo de vacinar?

Sim.

Muitas famílias acreditam que, após o Dia D, a campanha acabou. Mas a vacinação continua disponível em Goiânia enquanto houver doses disponíveis na rede pública.

Quanto antes a criança estiver imunizada, maior a chance de proteção durante o período de maior circulação viral.